

A terra um dia clareou.
Eram rosas brancas caindo do céu.
E mãos estendidas às colheram.
Abriram botões em flor.
Desde aquele dia.
Enfeitaram os jardins.
E plantou em cada ser o perfume
Conhecido por amor.
Era um sábado divino.
O mar agitou-se.
Azul claro sobre as ondas.
Teu mistério se revelou.
Ouviu-se um canto lindo.
De tão lindo se espalhou.
Sobre as águas claras, cristalinas.
Encantou-se o pescador.
O vento soprou suave.
E as águas, acalmou.
À noite as estrelas lá do céu.
Vieram ao mar.
E nunca mais voltaram.
Conchas espalhadas na areia.
Brilhavam como estrelas no mar.
Trazidas cada uma.
Sob a luz da lua cheia.
Pelas mãos da mãe sereia.
Nas águas.
Teus encantos são ondas perfumadas desprendidas de uma flor.
É Mãe da vida.
É Mãe destas águas.
É Mãe geradora de todo amor.
Salve mãe tão querida.
Salve a rainha do mar.
Ado-ia, Yemanjà!
Reinaldo Nunes Proença
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Oriente,Editora ltda.


