
O dia em que a casa... Caiu...
Nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, mora muita gente e muita gente bem de vida. As casas são enormes, mansões de fazer qualquer um sonhar em ter algo parecido. A mansão dos Humbertos fica numa das quadras na região, possui muros altos por toda volta e toma o espaço de um quarteirão inteirinho. Quadra de tênis, squash, sauna, piscina, mine academia. “Celildes”(28), “Celi” para os mais próximos, trabalha há quase um ano para um casal. Vinda de Recife direto pro Jardins bairro paulistano, indicação de uma amiga. Conhece ainda apenas o local onde trabalha. È jovem e muito divertida ri até quando se olha no espelho. Celi precisa dormir no serviço. Acorda cedo, o café da manhã é sua primeira tarefa. Serve religiosamente as 6:00 horas. A mesa posta sem esquecer o chá de hortelã, ora camomila, dependendo do recado e do gosto da patroa, e sempre sem açúcar. As 7:00 segura a bandeja de inox, sobre ela as chaves da Hilux novinha. Carro do casal que pontualmente recebem a chave e rapidamente saem da garagem. Ela cumprimenta os patrões mais nunca sabe se estão vendo, pois o carro é todo preto inclusive os vidros. Alguns lembretes ficaram sobre a mesa na cozinha. Celi agora esta só para a faxina diária largando dessa torturante rotina bem tarde da noite. Agora só dentro da casa, pois lá fora está Denilson (30), responsável pela segurança da casa. Denilson repete a mesma cena todas manhãs, da guarita aciona o sistema eletrônico que abre o portão e fecha, e de relance da uma piscadela pra Celi que faz pouco da investida do rapaz.
Celi na cozinha apanha todos os recados e brinca de ser patroa. Põe a touca na vassoura amarra o avental no cabo e sai gesticulando pra quilo era agora a própria Celi. Tenta imitar a matrona, mulher sem paciência e mandona:
- “Celi, limpe os cristais!... Celi troque as roupas de cama!... Celi limpe a jacuzi!... Celi descongele o camarão!... Celi anote os recados!... Celi tire o pó das estantes e móveis com muito cuidado!” Da janela Denílson observa a criada fazendo micagens, teatro. Atentado, vai até a porta, força a maçaneta, é ele agora que se passa de patrão inventando a voz grave do seu Humberto:
- “Celi...Abre essa a porta, esqueci umas coisas rápido!”.
- Celi quase enfarta, escorrega no piso da cozinha e desfaz a graça com uma ligeireza incrível.
Na janela o rapaz observa tudo e ri de escorrer lágrimas.
- Já vai seu Humberto!! A chave,... Achei,... Pronto.
Abre a porta quando ainda tentava ajeitar na pressa os cabelos todinhos pra dentro da touca.
- Ochê! Denilson endoido é! O que você tá fazendo ai parado?...E cadê seu Hurberto?
- Você demorou ele foi simbora!
- A muleque! Qué me mata de susto!
- Até que você leva jeito de patroa! E eu de seu homem e patrãozinho num acha!
- Você sai daqui que eu tenho muito que fazê... Demônio!
- Deixa eu entrar um bucadinho... Celi?
- Ochê! Não! Se tá brincando?... Qué me arruma confusão é.
- Então não vou guardar segredo de tudo que eu vi! Cum esses olhinhos abertinhos!
- Ô Denilson, você não viu nada não e vai daqui Satanás!
- Celi ocê tá indo muito em igreja, é demônio é satanás, ochê...
Celi nervosa empurra a porta pra fechar mais Denilson não deixa travando a porta com as pontas do sapato.
- Então dá um celinho!
- Dô na vassoura más em tu é que num do não!
- Então um cafézinho!... Só um pretinho, quentinho...docinho.. Celizinha?
- Num vem melando que eu não sou doce?
- Só unzinho, eu prometo que eu deixo você trabalhar...
- Tá bom! Espera ai na porta que vou pega, é um gole e chispa daqui! Capeta assanhado!
Denilson aproveita o descuido de Celi, entra e se esconde no interior do armário grande da saleta. Puxa a portinhola e some sem deixar pista.
- Denilson toma esse café e suma daqui... Eita,... ué cadê esse home do cão? Vai sabê?... Eu hem!
Celi então trava a porta nas chaves empurrando só com um dedinho. Vai caminhando num trejeito manhoso, nariz empinado pra cozinha enquanto rebola fazendo ainda o tipo Patroa ricaça dar conta da sua louça e das tarefas que tomam todo seu dia.
O segurança sai do armário, vai pra cozinha e olha de uma distância segura Celi lavando a louça do café. Nas pontas do sapato sorrateiramente se aproxima e agarra a moça pelas costas prendendo as mãos que passam pela sua cintura:
- Celi minha cabra safada!... Diz que sou eu o amor da sua vida diz!... Sou todo seu!... Só tem nóis dois nesse casarão de perder de vista minha neguinha sarada!
- Ochê!... Que é isso...Meu “Deus” Me solta SOCORRO!!!
- Ochê!... È o Denilson Celi!... È só um dengo!...Num precisa buli não, num tá vendo!
- Há seu cachorro maldito é você, vou quebrar essa louça todinha na sua cabeça! Só me faltava essa!
Nervosa, tremula dos pés a cabeça Celi corre atrás de Denilson que foge a procura de proteção envolta da mesa de centro.
- Agora tu não é macho né Denilson. Se eu por as mãos em você eu juro que eu corto suas coisas!
- O Celi não fale isso que eu tremo dos pés a cabeça e o doutor lá na Bahia me falô um dia que isso é o coração! Sera? Eu gam...ooo todinho só de pensa, num tá vendo... Enquanto desse as mãos alisando o corpo da cabeça aos pés.
Quando Denilson ainda fazia sua cena, Celi agarrou um facão infincado na tabua de tempero da pia e saiu atrás do homem, que correu gritando pro interior da casa.
- Celi na sala não!? Tem coisa que quebra e é caro visse!... Tá vendo não!... Cuidado olha o vaso chinês da madame?... È dinastia ming...
(Celi)
- Vou te mostrar a Ming! Agorinha!
- Eita! Já têm até nome amorzinho? Que dilícia...
- ...Eu vou quebrar é sua cabeça seu calango safado! Você mexeu comigo, não se avexe não.
Denilson já com o suor descendo da testa, dá um pinote pula o puf de couro no meio do caminho enquanto segura o quepe e ergue a calça tudo com uma só mão pois teimavam em cair e foge em direção do extenso corredor que dá nos quartos.
Em volta da cama...
- A mulher você pirou é?...Viche! Aqui não!...Ou melhor, aqui sim, por que não?... É o quarto deles, e agora pode sê só nosso...tá vendo não! ... Larga essa faca e deita só um pouquinho aqui nesse ninho de amor com seu calanguinho, já tá até desarrumada e amaciada pra nóis vem!... Ochê ainda tá até quente!...É luxo demais!
- Vai fervê quando eu botar essa mão cheinha de unha nas tuas costas! “O diabo de homem!” Você qué é mesmo morrê? Tô vendo é tudo!
- Eu ainda não vi nadica denada!!! É muita falação pro meu gosto Celizinha...E que demora sem sentido, num acha não?
- Mais será possível que você não se dobra?
- Se quisè eu me dobro em dois, três até quatro, é do seu gosto e do freguês! Você manda hoje...Como se diz,... é a moda da casa!
Celi, cega de ódio atira o facão afiado que passa rasgando o véu do mosquiteiro, que desce do alto da cama e tira uma fina da orelha de Denilson cravando na moldura de madeira do espelho.
- Ochê! É sério mesmo! Pego é fogo a bagaça!!!
(Celi)
- Num precisa nem evoca “Padre Cícero” pois você loguinho vai tá ao vivo com ele, não se avexe não!
Celi pula sobre a cama e Denilson vai pra debaixo e logo sai rastejando do outro lado fugindo em direção ao banheiro ao lado. Entra passa a chave na porta, puxa a cortina de plástico e se deita imóvel dentro da jacuzi. Pela entrada da suíte Celi abre a porta blindex devargazinho entra e trava por dentro.
Vendo seu algoz fingindo morto vivo esparramado, prepara-lhe uma surpresa. Abre o jato na posição inverno máximo, que jorra de tudo que é lado água quente.
- Ochê! Qué é isso meu “Deus” SOCORRO!!!
- Ochê! È a Celi sua neguinha Denilson!!! Não se lembra mais não cabra safado!
Se debatendo todo tenta sair feito peixe no raso. Da banheira Denílson alcança Celi que é puxada pelas tiras do avental pra dentro.... Splash!!
- Enlouqueceu!...Tire suas mãos de mim!
- Eu quero é sair daqui! Tá pelando é tudo. Ta arrancando é o couro! Desliga essa coisa mulhééé!
Deitados e enroscados na jacuzi que transborda, ora um sobre o outro tentam escapar da escorregadia porcelana.
A água quente fez o vapor subir que rapidamente tomou conta da suíte.
Depois de muito custo conseguiram se livrar da luta travada na banheira. As toalhas substituíram seus uniformes encharcados. Enrolados até a cabeça abriram a porta ralhando um ao outro e saíram levando junto todo aquele vapor feito entrada no céu. Pra surpresa Agora estavam de fato enrolados até o talo.
Patrão!!!!
Celi mais Denilson, gritam assustados, parecendo os dois “ gatos escaldados”.
(Denilson)
- Eu poço explicar seu Humberto...
Humberto cara feia e mãos na cintura responde a Denilson:
- Ochênte! Num carece não! Sabe!...
(Denilson)
- Tá vendo Celizinha como o Sr. Humberto é bão pra nóis!...num falei...
(Humberto)
- RUA!!!!
Era demais pra Celi, que não se agüenta mais nas pernas virando os olhinhos pra cima e tombando já no jeito pra desmaiar... Denilson tenta segurá-la mais escorrega dos seus braços, acaba ficando só com a toalha da moça nas mãos...
FIM
reinaldo_rnp@hotmail.com todos os direitos@ reservado.2007
Oriente,Editora Ltda.
Nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, mora muita gente e muita gente bem de vida. As casas são enormes, mansões de fazer qualquer um sonhar em ter algo parecido. A mansão dos Humbertos fica numa das quadras na região, possui muros altos por toda volta e toma o espaço de um quarteirão inteirinho. Quadra de tênis, squash, sauna, piscina, mine academia. “Celildes”(28), “Celi” para os mais próximos, trabalha há quase um ano para um casal. Vinda de Recife direto pro Jardins bairro paulistano, indicação de uma amiga. Conhece ainda apenas o local onde trabalha. È jovem e muito divertida ri até quando se olha no espelho. Celi precisa dormir no serviço. Acorda cedo, o café da manhã é sua primeira tarefa. Serve religiosamente as 6:00 horas. A mesa posta sem esquecer o chá de hortelã, ora camomila, dependendo do recado e do gosto da patroa, e sempre sem açúcar. As 7:00 segura a bandeja de inox, sobre ela as chaves da Hilux novinha. Carro do casal que pontualmente recebem a chave e rapidamente saem da garagem. Ela cumprimenta os patrões mais nunca sabe se estão vendo, pois o carro é todo preto inclusive os vidros. Alguns lembretes ficaram sobre a mesa na cozinha. Celi agora esta só para a faxina diária largando dessa torturante rotina bem tarde da noite. Agora só dentro da casa, pois lá fora está Denilson (30), responsável pela segurança da casa. Denilson repete a mesma cena todas manhãs, da guarita aciona o sistema eletrônico que abre o portão e fecha, e de relance da uma piscadela pra Celi que faz pouco da investida do rapaz.
Celi na cozinha apanha todos os recados e brinca de ser patroa. Põe a touca na vassoura amarra o avental no cabo e sai gesticulando pra quilo era agora a própria Celi. Tenta imitar a matrona, mulher sem paciência e mandona:
- “Celi, limpe os cristais!... Celi troque as roupas de cama!... Celi limpe a jacuzi!... Celi descongele o camarão!... Celi anote os recados!... Celi tire o pó das estantes e móveis com muito cuidado!” Da janela Denílson observa a criada fazendo micagens, teatro. Atentado, vai até a porta, força a maçaneta, é ele agora que se passa de patrão inventando a voz grave do seu Humberto:
- “Celi...Abre essa a porta, esqueci umas coisas rápido!”.
- Celi quase enfarta, escorrega no piso da cozinha e desfaz a graça com uma ligeireza incrível.
Na janela o rapaz observa tudo e ri de escorrer lágrimas.
- Já vai seu Humberto!! A chave,... Achei,... Pronto.
Abre a porta quando ainda tentava ajeitar na pressa os cabelos todinhos pra dentro da touca.
- Ochê! Denilson endoido é! O que você tá fazendo ai parado?...E cadê seu Hurberto?
- Você demorou ele foi simbora!
- A muleque! Qué me mata de susto!
- Até que você leva jeito de patroa! E eu de seu homem e patrãozinho num acha!
- Você sai daqui que eu tenho muito que fazê... Demônio!
- Deixa eu entrar um bucadinho... Celi?
- Ochê! Não! Se tá brincando?... Qué me arruma confusão é.
- Então não vou guardar segredo de tudo que eu vi! Cum esses olhinhos abertinhos!
- Ô Denilson, você não viu nada não e vai daqui Satanás!
- Celi ocê tá indo muito em igreja, é demônio é satanás, ochê...
Celi nervosa empurra a porta pra fechar mais Denilson não deixa travando a porta com as pontas do sapato.
- Então dá um celinho!
- Dô na vassoura más em tu é que num do não!
- Então um cafézinho!... Só um pretinho, quentinho...docinho.. Celizinha?
- Num vem melando que eu não sou doce?
- Só unzinho, eu prometo que eu deixo você trabalhar...
- Tá bom! Espera ai na porta que vou pega, é um gole e chispa daqui! Capeta assanhado!
Denilson aproveita o descuido de Celi, entra e se esconde no interior do armário grande da saleta. Puxa a portinhola e some sem deixar pista.
- Denilson toma esse café e suma daqui... Eita,... ué cadê esse home do cão? Vai sabê?... Eu hem!
Celi então trava a porta nas chaves empurrando só com um dedinho. Vai caminhando num trejeito manhoso, nariz empinado pra cozinha enquanto rebola fazendo ainda o tipo Patroa ricaça dar conta da sua louça e das tarefas que tomam todo seu dia.
O segurança sai do armário, vai pra cozinha e olha de uma distância segura Celi lavando a louça do café. Nas pontas do sapato sorrateiramente se aproxima e agarra a moça pelas costas prendendo as mãos que passam pela sua cintura:
- Celi minha cabra safada!... Diz que sou eu o amor da sua vida diz!... Sou todo seu!... Só tem nóis dois nesse casarão de perder de vista minha neguinha sarada!
- Ochê!... Que é isso...Meu “Deus” Me solta SOCORRO!!!
- Ochê!... È o Denilson Celi!... È só um dengo!...Num precisa buli não, num tá vendo!
- Há seu cachorro maldito é você, vou quebrar essa louça todinha na sua cabeça! Só me faltava essa!
Nervosa, tremula dos pés a cabeça Celi corre atrás de Denilson que foge a procura de proteção envolta da mesa de centro.
- Agora tu não é macho né Denilson. Se eu por as mãos em você eu juro que eu corto suas coisas!
- O Celi não fale isso que eu tremo dos pés a cabeça e o doutor lá na Bahia me falô um dia que isso é o coração! Sera? Eu gam...ooo todinho só de pensa, num tá vendo... Enquanto desse as mãos alisando o corpo da cabeça aos pés.
Quando Denilson ainda fazia sua cena, Celi agarrou um facão infincado na tabua de tempero da pia e saiu atrás do homem, que correu gritando pro interior da casa.
- Celi na sala não!? Tem coisa que quebra e é caro visse!... Tá vendo não!... Cuidado olha o vaso chinês da madame?... È dinastia ming...
(Celi)
- Vou te mostrar a Ming! Agorinha!
- Eita! Já têm até nome amorzinho? Que dilícia...
- ...Eu vou quebrar é sua cabeça seu calango safado! Você mexeu comigo, não se avexe não.
Denilson já com o suor descendo da testa, dá um pinote pula o puf de couro no meio do caminho enquanto segura o quepe e ergue a calça tudo com uma só mão pois teimavam em cair e foge em direção do extenso corredor que dá nos quartos.
Em volta da cama...
- A mulher você pirou é?...Viche! Aqui não!...Ou melhor, aqui sim, por que não?... É o quarto deles, e agora pode sê só nosso...tá vendo não! ... Larga essa faca e deita só um pouquinho aqui nesse ninho de amor com seu calanguinho, já tá até desarrumada e amaciada pra nóis vem!... Ochê ainda tá até quente!...É luxo demais!
- Vai fervê quando eu botar essa mão cheinha de unha nas tuas costas! “O diabo de homem!” Você qué é mesmo morrê? Tô vendo é tudo!
- Eu ainda não vi nadica denada!!! É muita falação pro meu gosto Celizinha...E que demora sem sentido, num acha não?
- Mais será possível que você não se dobra?
- Se quisè eu me dobro em dois, três até quatro, é do seu gosto e do freguês! Você manda hoje...Como se diz,... é a moda da casa!
Celi, cega de ódio atira o facão afiado que passa rasgando o véu do mosquiteiro, que desce do alto da cama e tira uma fina da orelha de Denilson cravando na moldura de madeira do espelho.
- Ochê! É sério mesmo! Pego é fogo a bagaça!!!
(Celi)
- Num precisa nem evoca “Padre Cícero” pois você loguinho vai tá ao vivo com ele, não se avexe não!
Celi pula sobre a cama e Denilson vai pra debaixo e logo sai rastejando do outro lado fugindo em direção ao banheiro ao lado. Entra passa a chave na porta, puxa a cortina de plástico e se deita imóvel dentro da jacuzi. Pela entrada da suíte Celi abre a porta blindex devargazinho entra e trava por dentro.
Vendo seu algoz fingindo morto vivo esparramado, prepara-lhe uma surpresa. Abre o jato na posição inverno máximo, que jorra de tudo que é lado água quente.
- Ochê! Qué é isso meu “Deus” SOCORRO!!!
- Ochê! È a Celi sua neguinha Denilson!!! Não se lembra mais não cabra safado!
Se debatendo todo tenta sair feito peixe no raso. Da banheira Denílson alcança Celi que é puxada pelas tiras do avental pra dentro.... Splash!!
- Enlouqueceu!...Tire suas mãos de mim!
- Eu quero é sair daqui! Tá pelando é tudo. Ta arrancando é o couro! Desliga essa coisa mulhééé!
Deitados e enroscados na jacuzi que transborda, ora um sobre o outro tentam escapar da escorregadia porcelana.
A água quente fez o vapor subir que rapidamente tomou conta da suíte.
Depois de muito custo conseguiram se livrar da luta travada na banheira. As toalhas substituíram seus uniformes encharcados. Enrolados até a cabeça abriram a porta ralhando um ao outro e saíram levando junto todo aquele vapor feito entrada no céu. Pra surpresa Agora estavam de fato enrolados até o talo.
Patrão!!!!
Celi mais Denilson, gritam assustados, parecendo os dois “ gatos escaldados”.
(Denilson)
- Eu poço explicar seu Humberto...
Humberto cara feia e mãos na cintura responde a Denilson:
- Ochênte! Num carece não! Sabe!...
(Denilson)
- Tá vendo Celizinha como o Sr. Humberto é bão pra nóis!...num falei...
(Humberto)
- RUA!!!!
Era demais pra Celi, que não se agüenta mais nas pernas virando os olhinhos pra cima e tombando já no jeito pra desmaiar... Denilson tenta segurá-la mais escorrega dos seus braços, acaba ficando só com a toalha da moça nas mãos...
FIM
reinaldo_rnp@hotmail.com todos os direitos@ reservado.2007
Oriente,Editora Ltda.



